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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

A Conexão Entre e o Clã Uchiha e a Seita Dugpa: Poder, Sacrifício e Energia

Qual a relação do Clã Uchiha de ninja assassinos com os Dugpas, a seita budista tibetana que praticavam magia negra?

Dentro desta lore, se trata de um clã de altíssimo nível, eram contratados para trabalhos de execução e faziam rivalidade com  Clã Senju

Os Uchihas fazem parte de uma narrativa fictícia do Mangá e Anime, Naruto e Naruto Shippuden.

Uma conexão fascinante pode ser feita entre o Clã Uchiha, com sua história repleta de tragédias, conspirações e busca pelo poder, e a seita Dugpa do budismo esotérico tibetano, conhecida por sua ligação com a magia telúrica e a adoração do raio Dorje, ou Vajram em Sancrito.



Ambas as tradições compartilham temas profundos de sacrifício, manipulação de energias poderosas e uma relação complexa entre individualidade e coletividade.

O Clã Uchiha e os Dugpas: Elementos em Comum

O Raio como Símbolo de Poder


No Clã Uchiha, Sasuke Uchiha se destaca pelo uso do raio como arma principal, manifestado através de suas técnicas como o Chidori e suas variações.

Entre os Uchiha, Sasuke é o principal mestre
do Chidori, desenvolvendo-o
 de maneiras que ultrapassam
 seu uso básico.
Sua conexão com o Sharingan
permite que ele elimine a maior limitação do Chidori
— a dificuldade de controle e precisão — t
ornando-o o usuário mais eficaz
 e inovador dessa técnica.


O raio, para Sasuke, simboliza força destrutiva, precisão e energia incontrolável que ele canaliza com maestria.

Da mesma forma, os Dugpas veneravam o raio, ou Dorje, como uma representação da energia cósmica indestrutível. 

Para eles, o raio simbolizava o poder da natureza e do espírito, que poderia ser invocado para destruição ou iluminação, dependendo do propósito do praticante.

Sacrifício e Tragédia como Caminho de Poder

O Clã Uchiha é marcado por tragédias profundas, como o massacre orquestrado por Itachi Uchiha e as consequências emocionais e espirituais que isso trouxe para Sasuke. 


itachi sacrifica tudo, reputação, vida,a saúde, de tudo,
parecido com padmasambava inegrante da seita
 que também teve que se sacrificar a ponto de perder tudo
e reencaranar  varias vezes pra regular o kharma.


O sacrifício de Itachi é emblemático: ele renunciou à própria felicidade e foi visto como vilão para proteger Konoha.



Os Dugpas, por sua vez, eram conhecidos por práticas espirituais que exigiam grandes sacrifícios, tanto físicos quanto espirituais, para manipular forças naturais ou alcançar sua suposta  iluminação. 
A ideia de renúncia e uso de energias destrutivas como parte do caminho espiritual era um elemento fundamental de suas práticas.

Conspirações e a Busca pelo Poder Supremo


O Clã Uchiha é intrinsecamente ligado à política e conspirações internas de Konoha. 
A tensão entre os Uchiha e o governo da Vila Oculta da Folha culminou no massacre do clã, um evento que marcou o início da jornada de vingança de Sasuke. 




Essa relação com o poder e sua busca incessante por controle ecoa os temas do poder espiritual e político dos Dugpas.

Na sociedade tibetana, os Dugpas eram frequentemente vistos como uma seita dissidente que buscava poder através de práticas consideradas heréticas por outras escolas budistas, como os Gelugpas.

Mestre TsongKappa foi quem liderou os 
Gelupas, linhagema associada ao verdadeiro Dharma. 
Similiar ao clã Senju rival dos Uchiha. 


 Eram acusados de manipular energias naturais e forças espirituais para fins pessoais, o que gerava conflitos com outras tradições, no caso os Gelupas, chamados de chapeu amarelo .

O Olho que Tudo Vê e o Despertar Espiritual


O Sharingan, o jutsu característico dos Uchiha, é um símbolo de poder ocular que representa percepção ampliada, manipulação e controle. 

Podemos associar o olho do Trovão com o Sharingan


Ele evolui para formas ainda mais poderosas, como o Mangekyou Sharingan e o Rinnegan, através de experiências intensas de perda e sacrifício.

Para os Dugpas, o Dorje simbolizava o "olho espiritual" que podia perceber além das ilusões do mundo material. Assim como o Sharingan, ele representava o despertar de uma percepção superior que exigia esforço e sacrifício para ser alcançada.




Forças Naturais e Magia Telúrica


A conexão dos Uchiha com a natureza e as forças elementares é evidente em suas habilidades, especialmente no uso do fogo (Katon) e do raio (Raiton). Essas técnicas são manifestações de uma ligação íntima com as forças da criação e destruição.






Os Dugpas, com sua prática de magia telúrica, buscavam harmonizar ou manipular as energias da Terra e do cosmos. Suas cerimônias envolviam locais de poder e invocação de forças naturais, criando uma sinergia entre espiritualidade e natureza.



A Dualidade: Iluminação e Destruição

Ambos os grupos lidam com a tensão entre iluminação e destruição. 

Para os Uchiha, o poder do Sharingan pode ser uma maldição, levando à dor e à ruína, ou uma ferramenta para alcançar a paz e a justiça. 




Para os Dugpas, o raio (Dorje) é tanto um símbolo de destruição quanto de transcendência espiritual, no caso deles, foi uma mistura dos dois, pois ao buscar incessnatemente acabaram desequilibrando para outro lado,então foi necessário pela lei do rigor, um grandeevento que podesse destrui-los para assim ser resgatado os reais valores do Dharma, por isso o Gelupas de Tsongkappa "venceram". 




Conclusão

A história do Clã Uchiha em Naruto Shippuden ecoa os temas das práticas e filosofias atribuídas à seita Dugpa. 
Sasuke é colocado com reencarção de Indra,
um dos filhos do Rikudo Senin, o outro era Asura.
Era destino reencarnar e restaurar seu clã. 


Essa conexão simbólica destaca como histórias fictícias podem refletir arquétipos e narrativas espirituais profundamente enraizadas em culturas antigas, criando um vínculo entre mundos aparentemente distantes.

Eu não sei se o Kishimoto pensou nisso, acredito que não, eu acredito que nada se cria originalmente, apenas nos conectamos com arquétipos e colocamos em diferentes constextos. 


quinta-feira, 8 de abril de 2021

FILOSOFIA OCULTA EM HORA DE AVENTURA

 O desenho transmitido na  cartoon network, lançado por volta de 2010 supostamente  indicado para crianças. 

Mas algo oculto sempre vem junto nessas animações, tentar entender o porquê destes símbolos é inútil, o melhor mesmo é compreende-los para praticarmos em nossas vidas. 

No episódio 24 da temporada 5 de Hora de Aventura, Fin compra um espada aparentemente simples em uma tenda sinistra. 

 No começo Jake  aconselha trocar de espada, Fin se recusa e diz amar a aquela espada velha e quebrada. 


Um sinal de apego talvez.


Esse é o primeiro indicio de que o tema é o desapego e aceitação do novo. 

Eles vão comprar um nova espada, mas por alguma razão eles decidem comprar em um tenda esquisita, acho interessante pois isso pode ser um indício da intuição deles. 

O interessante é que esse seria o ultimo lugar 
pra se entrar.

Em seguida Jake começa a pegar o jeito com a nova espada e começa a surpreender todos com a habilidade e a espada parece ter vida própria. 

Acredito que os conflitos começaram depois que Dona Tromba disse que aquela espada é sinistra e diabólica, isso pode ter fixado na mente de Fin e iniciado a auto sabotagem e a negação  

Típico de alienados que estão acostumados com 
a mediocridade, taxam tudo que for melhor de maldição. 


Dependendo do seu nível de defesa você pode cair 
na auto sabotagem por pura sugestão alheia 


Depois deste conflito, ele decide devolvê-la ao vendedor, que  é o símbolo do Feiticeiro, porquê ele não entende que aquele instrumento é capaz, e só sabe que é uma maldição. 



Mais um exemplo de enganação devido à alienação.


No final, Fin decide aceitar mesmo sabendo que ia perder o braço, e imediatamente a espada se dobra a sua vontade, pela surpresa do Feiticeiro. 


somente através da aceitação é possível controlar

A  espada simboliza a Mente treinada, os talentos, o conhecimento com responsabilidade e suas  capacidades mais avançadas, por isso é uma espada flexível. 

O verde  é a cor da criatividade, e como é grama é símbolo da Madeira. 

Um dos Cinco Elementos que de acordo com a visão Taoísta da natureza, compõe os movimentos da  natureza e no ser humano, é o órgão Fígado e a Vesícula Biliar e estes órgãos num sentido energético são  responsáveis pela criatividade, planeamentos futuros, decisões de vida, atitude e agressividade. 




No seu lado negativo, está relacionado a depressão, frustração e muita raiva encubada e o fato de ser uma espada, um objeto cortante que pode ser usado tanto pra cortar e aparar ou seja, impor limites, também pode para violência  e auto mutilação. 

Espada é símbolo referente ao elemento Ar, é a Mente, a reflexão, clareza intelectual  os processos mentais, pode ser meditação no sentido mais elevado, mas também é ruminação, auto engano e apego ao passado. 

O melhor exemplo que se pode dar  é o Arcano Menor do Tarot de Crowley, Ás de Espada que é exatamente uma espada verde que significa todos atributos citados. 

Lucidez intelectual, pensamento original, poderes
brilhantes do pensamento, inspiração divina.

Em Budismo, existem três princípios que devemos ter ciência antes de prosseguir, estes são: 

Impermanência (Anicca) , Insatisfação (Dukkha)  e Insubstancialidade (Anatha) 

Para nós talvez Anicca seja o nosso maior foco aqui, compreender a Impermanência das coisas é o primeiro passo para a libertação, veja, esse é apenas o primeiro passo. 

A maioria das pessoas estão presas em situações que são totalmente passageiras, e como tudo tende a se transformar ou mudar, elas negam isso e acabam se tornando vampiras, isto é, nem morrem e nem deixam morrer, são mortas vivas apegadas às cinzas de passado ilusório.

                   Mas isso só acontece devido à Ignorância, o que nos leva às Quatro Verdades


A Primeira Verdade, é que existe o sofrimento, mas a Segunda
é o que causa, e este é a Ignorância. 

A Ignorância da Vida Maior, do Espírito eterno, das nossas suscetíveis  encarnações e que estamos vivendo uma experiência na Matéria, somos seres eternos e livre, mas as condições do mundo são limitadas e nos deixam com a nossa mente cristalizada em conceitos limitados, em questão de qualidade de vida, e essa busca obsessiva por essa tal qualidade de vida que nos deixa longe do nosso Espírito, pois ela está baseada na nossa ilusão de : segurança, conforto, estabilidade, apoio, num mundo que não oferece nada disso. 

Somente através da aceitação da realidade podemos trazer esse problema para a consciência e a partir daí começar a controlar, controlar os desejos para controlar seu sofrimento, isso se chama Inteligência, a Espada Verde Etérea deve  forjada em muita pressão e fogo. 

E se não houver a aceitação, sempre haverá o conflito. 


Se este assunto lhe interessa, compartilhe e melhore seu circulo social.


Caio H. Elil



domingo, 12 de julho de 2020

DARK: O TEMPO E O KHARMA


Dark, é uma serie da netflix que aborda a viagem no tempo de uma maneira bastante sofisticada  e revolucionária, usando elementos fortes da Física Quântica , como o Paradoxo de Bootstrap e  o experimento do Gato de Schrodinger. 

Mas  o que realmente podemos aprender com essa história? qual é seu fundamento além da ciência para Realidade Espiritual?




"O tempo não é linear"


 A série abre com essa afirmação um tanto pertinente e isso levanta muitos questionamentos profundos e dignos, nos quais os filósofos existenciais como Kant, Schopenhauer e Hegel abordaram  questões sobre o destino, a vida e a morte e o livre arbítrio. 
                             


 Na série,o  funcionamento das voltas no tempo se baseiam em um simbolo de grande valor.

O Triquetra é de origem Celta e claro foi absolvido na Wicca e Ocultismo em geral, o seu significado está baseado na Trindade , representa as 3 dimensões do mundo material e como elas estão ligadas no Infinito. 
Existem 3 épocas que na história estão conectadas,
e um intervalo de 33 anos. 


Quando se trata de 3 dimensões, estamos falando de Mundo Material, portanto Tempo é um elemento da nossa realidade em que o homem pode perceber e marcar os fenômenos.

 E por ser um elemento da Matéria, estamos fundamentalmente presos a ele,  que dentro dele nascemos, crescemos e morremos tudo baseado nesta medida. 

Mas o tempo é um dos elementos que consiste na  Lei do Kharma, estamos sujeitos a esta lei devido a nossa etapa evolutiva da humanidade, isso significa que além estarmos encarnados para expiar nossa experiencia, isto é, aprender, ensinar, erra e acertar em  valores e virtudes, também temos  um tempo para isso. 


O Tríquetra mostra quais as épocas estão vinculadas, e para cada uma tem um espaço de 33 anos, então, a cada 33 anos acontece um loop que reflete na cidade de Winden  inteira e todas as pessoas estão de alguma forma envolvidas. 

O intrigante é que este ciclo de 33 anos é mesmo ciclo de Saturno, na Astrologia, Saturno é Crônus o Tempo, o Mestre, e também o Senhor do Kharma.

 

Existe uma linha da Astrologia, e Astrologia Kármica, que 
estuda os movimentos de Saturno no seu mapa. 


Quando uma pessoa completa 33 anos (não exatamente) nessa idade  a Revolução Solar, o Aniversário o mapa da pessoa fica exatamente como estava quando ela nasceu, por isso é um marco forte para pessoa e costuma vir grandes desafios e mudanças na personalidade de acordo com o que ela vinha cultivando, ou seja, o ciclo se Saturno se fecha e com ele trazendo todos os influxos kármicos do que se já tem em essência e o que se adquiriu sendo bom ou ruim.


 O retorno de Saturno, É basicamente quando você "paga" ou "recebe"
da vida , e ele vem cobrar. 
 


Então tudo indica que, pensando do ponto de vista do Kharma, a história mostra exatamente como ele funciona, as épocas entrelaçadas são acontecimentos que tendem a se repetir devido ao não entendimento da verdadeira natureza das coisas, portanto a dúvida, gera a insatisfação que pode ser observada no sofrimentos dos personagens afetados diretamente pelo loop. 



Considerando a Reencarnação como parte fundamental da lei do Kharma, no Espiritismo, Taoismo, Hinduísmo e principalmente no Budismo é possível observar que o "loop" é uma expressão ainda material de como esse ciclo funciona, a série aborda a Viagem no Tempo, mas para quem pode enxergar é uma grande explicação de como a roda de Samsara está inserida na nossa vida. 


Roda de Samsara, é um Mandala budista tibetana que demonstra 
o ciclo reencarnatório baseado na lei do kharma.



No decorrer, quando o Jonas se aprofunda na busca para parar este ciclo, ele descobre que ele mesmo em tempos diferentes já  vinha tentando fazer isso desde sempre, e o mesmo acontece quando A Martha em uma outra linha de realidade no qual foi criada, (o 1 forma o 2) também está em busca de finalizar o ciclo mas de uma outra maneira. 


Tais colapsos servem para estimular o homem a buscar  razões  mais
avançadas para viver 




No final das contas uma terceira pessoa, Claudia Tiedeman, consegue ter uma visão mais ampla e perceber que na verdade eles dois eram o problema, que não adiantaria eles continuarem naquela busca porque todos os dois mundos foram criados de uma maneira errônea, portanto os dois eram "errados" em relação ao continum. 

Um afirmação contundente para tomarmos consciência
da Lei de Cause e Efeito



A grande reflexão e uma lição também, é que dentro do ciclo Khármico há o  livre arbítrio, só que este existe de uma maneira condicionada às nossas tendencias, isto é, que se mantermos uma mesma convicção, uma crença , que se enraíza em locais obscuros da nossa Alma cujo ainda estão fortes e atuantes durante muitas  e muitas vidas, o desejo de mudar o seu destino, fazer mudanças exponenciais na sua vida, que poder ser como parar essa Roda de Samsara, o ciclo de Reencarnação ou simplesmente parar de cometer os mesmos erros, eles nunca irão se resolver, pois o "errado" é sempre o sujeito.

O início dos mundos criados pela maquina do H.G.Tannhaus, foi a partir de uma perda grande que ele teve de seu filho e neta em um acidente, movido por essa dor e usando sua genialidade ele foi capaz de criar uma maquinário que distorce o tempo e o espaço, para tentar trazer de volta os parentes perdidos, só que é isso que acaba por criar as duas realidades paralelas e que no entanto todos que fazem parte dela, ninguém entende nada. 


Essa origem, pode ser comparada a criação do Universo dual que vivenciamos, na cosmologia taoísta o Tao é o Um, e o Um formou o Dois que é o Yin e o Yang, destes Três, formou-se todas as coisas. 




Mas nessa ocasião, mesmo fazendo parte do princípio universal, estas realidades foram criadas a partir do Sofrimento, no budismo o Sofrimento Dukha, ou Insatisfação, é a origem de todas as misérias, o sofrimento é oriundo da Ignorância, isto é, Ignorância  aos ciclos supra reais da existência, da origem da vida e  morte, a vida a após a morte e a nossa verdadeira missão aqui neste plano, por isso, quando se estuda budismo, a primeira coisa  a se fazer é buscar o autoconhecimento e alongar sua mente para compreender a Verdade e logo ficar em Paz. 

Porém, mesmo com toda o conhecimento de Tannhaus, ele não pode lidar com a perda e partir daí já se sabe. 
H.G. Tannhaus | Dark Wiki | Fandom
H.G Tannhaus (as mesmas iniciais de H.G Wells)

Nós estamos na Era das Trevas, na linguagem esotérica, ou Expiação como os Espíritas costumam dizer,  o homem ainda não tem total consciência do Espírito e suas realidades extra-físicas , portanto existe medo da morte e muitas dúvidas a respeito da existência. 

Na fase medieval até o seculo 19 e 20  houve grandes filósofos existenciais que abordaram fortemente essa questão, acredita-se que devido a precaridade dos deslocamentos e falta de comunicação como temos hoje, os filósofos não poderiam estudar as linhas orientais a fim de agregar seus estudos, pois se Kant ou Schopenhauer se encontrasse com Gurus e Mestres da sabedoria antiga talvez seus questionamentos sobre o Sofrimento do Homem  avançariam. 


Isso significa que temos que mudar o modo que 
pensamos, as nossas crenças mais profundas,aí sim 
a mudança no destino acontece.



As linhas de sabedoria oriental são realmente avançadas pois elas podem sanar muitas questões da Filosofia Renascentista e até a Clássica, podemos ver o impacto que o mundo teve quando os Gurus começaram a vir para o Ocidente na década de 60. 

Mas sanar as questões significa avançar  para nova questões

  
Ainda estamos no Umbral Espiritual, a consciência do Espírito ainda não foi concluída, talvez a grande diferença de agora para idade média é que temos mais conforto, tecnologia e facilidade de comunicação, e  mesmo assim não houve  melhora, o que houve foi agora podemos assistir  o que realmente sempre aconteceu. 

O tempo é mestre, e o seu  grande ensinamento 
é que nada é permanente


E isso  não é por acaso, é tempo de tomar consciência que nossas ações têm resultados efetivos e o que essa série pode ensinar é que não adianta querer parar ou destruir ou forçar o mundo a mudar, é nós que temos que na humildade perceber que estamos errados, e perceber isso talvez seja uma atitude corajosa para abrir os olhos e ainda enxergar a penumbra da existência e esse passo tem que ser dado, mesmo que seja tateando ao redor, pois a meta de todos e todas é sair das Trevas, Dark. 





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Caio. H. Elil













sábado, 11 de janeiro de 2020

A PSICOTERAPIA DO COMBATE


Todos conhecem alguns resultados e benefícios de práticas esportivas, mas será que sabe dos reais benefícios que tem a luta? as Artes Marciais nem sempre tem luta em suas rotinas de treino, porém as que tem luta corpo-à-corpo possuem grande poder de desenvolver o ser humano por completo lhe dando capacidades que ele jamais imaginou.

O Wushu 武树(a Arte Marcial matriz) mais conhecido pelo ocidental como  Gong Fu (maneira adequada de se escrever) é o foco, pois nela possuem inúmeros estilos  incluindo os não registrados e tradicionais de família.

Dentro do Wushu esse grupo de estilos Norte e Sul,  é divido em dois grupos, o Wushu Tradicional e o Wushu Moderno, ou Interno e Externo. No Moderno são basicamente dois maiores grupos que é divido em Sanda, focado somente no combate e o Tao Lu  focado somente nas rotinas de cada estilo de Wushu para fins de competição esporte etc.

O Sanda 散打 (Sǎndǎ , se lê Sandá)  é o combate direto, todas as técnicas são  baseadas logicamente  em todo o Wushu, isto é, é a pura e concentrada luta, aplicação da teoria, toda a filosofia marcial materializada em um punho indo em direção a fronte do oponente.
Talvez com uma vista de longe dois homens lutando não lhe inspire
nada trancendental, aos olhos de um leigo sim.

Quando se está em pleno combate  as áreas menos exploradas da psique humana como os sensos mais primitivos, como o de sobrevivência, impulsos de morte, são as sombras que geralmente são reprimidas e sendo assim explodem muitas vezes de maneira descoordenada e prejudicando pessoas.

O  praticante que se mantém em treinamento marcial, com o professor que leva a sério os valores e filosofias ocultas tem o privilégio de educar estes impulsos usando-os de maneira inteligente.

Como fazer isso ? Através da realidade das emoções.

A Raiva por exemplo é a mais importante, pois é através dela que se acessa a força, a fazer estratégias, planejar próximo movimento, analisar o adversário,  enfim, tudo através de uma certa dose de Raiva te deixa mais forte e concentrado. Travar objetivos e se manter determinado até atingí-lo seria a maneira de dominar esta emoção.

Por um outro lado, essa mesma emoção muitas vezes reprimida, começa a transbordar e causar picos de stress como quem pressiona um sabonete com muita força, que quando escorrega da mão sai sem controle.
Nem sempre a raiva está associada a impulsos explosivos, ela pode ser
silenciosa e a pessoa  acaba cometendo auto agressão aos poucos, essa  é a pior. 

Com o treinamento,  o termo Raiva passaria ser Atitude,  ou Tenacidade, talvez seria o melhor termo. Nos conceitos do Taoismo, (tal pensamento influenciou toda visão médica chinesa, hoje conhecido como Medicina Tradicional Chinesa)  toda emoção ressoa em um órgão, e o da Raiva é o Fígado e a Vesícula Biliar, que na grafia simbólica  da Antiga China, entre todos os outros órgãos do corpo, este representa o General, nada mais marcial, não é ?

Portanto, durante  o treino quando passa por diversos climas de combate (não seria somente lutar) com pressão contrária, dor, cansaço, gosto de sangue, isso o faz entrar em contato com seu Animal Interno, e depois estudar as técnicas, as estratégias, observando os detalhes estudando a cultura isso agrega o valor necessário para entrar em equilíbrio entre a Rigidez e o Flexível, a Força e a Inteligência, o indivíduo se sintoniza ao Yin e o Yang na prática, assim obtendo tudo que é necessário  para educar o seu Animal Interno.
O domínio do Animal Interno sempre esteve e sempre
estará no centro das histórias, pois se trata de um arquétipo
 coletivo universal do homem...

...é encontrado nos contos hindus de seus deuses sempre
em cima de uma Besta, observe que ela sempre está em baixo...



...nos contos taoistas... (Wu Song)

...e gregos, Heracles e um de seus 2 trabalhos, sempre é vencer uma besta.

Apesar de o Sanda ser um jeito moderno e até ocidentalizado de treinar Wushu, acredito que devemos transformar a nossa visão para não deixar as coisas superficiais, se você tem alguma meta de vida saiba que só será atingida de acordo com a sua condição interior, então tudo que você está fazendo é para chegar a sua meta, mesmo que você não tenha consciência disto, então nada melhor que usar o útil ao agradável, imagina você fazer algo que gosta (meio que um hobbie) e colocar aquilo como o foco do seu sucesso geral, ora, claro que para isso, se deve ter maturidade suficiente para sabe que  as coisas que acontecem no exterior são de acordo com o que está no seu interior, por isso que, o jeito que você luta é o jeito que você vive.

Este mesmo arquétipo pode ser encontrado no Arcano X
A Força, que representa a conquista, a capacidade, por meio
do controle, observe que mostra a mulher em cima do Leão que
simboliza os nosso impulsos mais egocêntricos segurando a pola-
ridade, o equilíbrio completo.


Dessa maneira nem de longe as Artes Marciais são uma prática superficial, ela pode se tornar apenas uma atividade física isso vai  de acordo com os valores e conhecimento de  quem pratica, mas originalmente ela foi criada para desenvolvimento interno sim.

A Arte Marcial antes de ser Marcial era Mística, e devido aos fatores mundanos ela  foi se adaptando, é usada tanto para fins militares, esporte ou um avanço na maturidade espiritual,pois como  foi dito os desafio que se encontram no treinamento lhe dão condições de avançar no meio espiritual onde é necessário : Determinação, autoconfiança, humildade, disciplina, Força Interior, e muito Qi!

e onde se consegue isso?  ela é poderosa nestas questões porque a intensão era muito mais profunda, cabe ao verdadeiro Artista Marcial resgatar a origem perdida do Gong Fu.

O treinamento de Shaolin ficou famoso por mostrar os monges fazendo
algo tão "inumano", mas o que a maioria  nãp pegou foi a verdadeira filosofia,  pois
se trata de um conceito budista que Tudo é transitório, portanto o treino de quebrar algo
simboliza o indivíduo se libertando da escravidão da matéria.

A lei do Yin Yang pode ser comparada  a um pêndulo, quanto mais força se balança para um lado, mais força é lançada para o lado contrário, assim é o máximo Yang que se transforma em Yin iniciante, da mesma forma é esse link da guerra com a paz, onde a paz é alcançada através da catarse da guerra interior, o treino repetitivo muitas vezes tedioso é que faz  o praticante ultrapassar o óbvio da técnica, chegar a uma compreensão que ele busca.

 Essa "guerra" é  aquela que  a maioria não tem coragem de encarar devido a confusão de achar que Paz e quietude são coisas iguais. Todos nós temos algo a resolver, essa é a razão de estarmos aqui, e se temos a opção de fazer isso logo, porque esperar ?


É você que atribui valor  a sua prática, mesmo sendo algo que
aparentemente superficial do ponto de vista espiritual, é na verdade
o seu ponto de partida para a grande jornada. 

Todos que atingiram um certo nível de consciência, passaram por guerras internas, essa é a melhor forma, para um dia quem sabe podermos aprender sem sofrer, mas enquanto esse tempo não chega vamos encarar nosso Kharma com o punho cerrado e mente relaxada e lutar.